A Porta está sendo reaberta por mim, Jorge Lenzi, depois de longo tempo esquecida. Há mais de quatro décadas ela, fisicamente, separava duas realidades completamente diferentes, e permitia a entrada em um mundo de música, Poesia, arte, troca de ideias e, principalmente, Amizades.

Nessa nave de voos imaginários, eu e meus amigos José Elísio e Ricardo Costa, vivemos momentos indescritíveis onde a regra primeira era a liberdade, com respeito individual e coletivo.

Após esses anos sua abertura visa propiciar às outras pessoas desfrutarem esse espaço, agora virtual, conosco. E, participarem juntamente, nos ajudando a alimentar esse universo criacional.

A Arte como subversão e a Poesia como resistência serão as viagens prioritárias!

Sejam bem vindos!

Livro Serurbano



LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO: SERURBANO

Os poemas podem ser através de Audiodescrição ou diretamente pelo Blog.
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sexta-feira 05 2024




ALIENÍGENA

 

Hoje me sinto sem

Poesia.

Mas, não é coisa de deus.

 

Olho para as pedras

e vejo gente.

Olho para os corações,

vejo granadas.

Olho para as palavras

e sinto a nevasca petrificando amores.

 

Vejo a humanidade

como a lava do vulcão,

língua do inferno que lambe

e trucida.

 

Hoje

sou gauche,

sou viés,

sou árido,

sou estrangeiro na minha Terra.

 

Não sou desse mundo.

 

Um alienígena que escreve

como quem arranca

sentimentos,

sem anestesia.

 


 

Um comentário:

Fabutre disse...

Alienígena
Que não recorda
Alienígena
Que não se conforma

Como sair de casa
Mesmo estando em casa?
Como voltar, se não saber
Como retornar?

Alienígena sem reforma
Mesmo fora de casa
Como se conforma?

Como se ajustar
Sem saber como retornar?
Como se arrumar,
sem casa para voltar?

Viver, para retornar.
Morrer, para comformar.

Alienígena sem reparar.
Ainda fora de casa
Como se reajustar?